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Notícias › 15/04/2013

Bispos falam sobre família, Ano da Fé e sobre questões agrárias

tarja

Neste 6º dia da Assembleia Geral da CNBB, dia 15 de abril, os bispos reunidos em Aparecida (SP) trataram de Vida e Família, o Catecismo, Ano da Fé e suas ações concretas. A questão agrária também voltou à discussão nesta segunda-feira.

Participaram da coletiva de imprensa o bispo de Ipameri (GO), dom Guilherme Werlang, o arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha e o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini.

O arcebispo de Brasília e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, dom Sérgio da Rocha destacou aos jornalistas como vivência para o Ano da Fé o texto ‘As razões da Fé na Ação evangelizadora’.

Sobre o Ano da Fé proposto para 2012 e 2013 pelo Papa emérito Bento XVI, o arcebispo apontou que a temática não se reduz a um trabalho da Comissão da CNBB, mas é uma iniciativa que deve ser vivenciada pelo conjunto da Igreja.

“Pelo sentir da própria Assembleia pode-se concluir que muitas coisas estão acontecendo em nível de formação neste Ano da Fé. Nas dioceses, paróquias e movimentos existe uma motivação para o conhecimento do catecismo e muitas outras atividades de formação”.

dom_sergioO arcebispo destacou trechos de um texto refletido pelos bispos durante sessões desta da 51ª AG, que prosseguirá na pauta do encontro. “Um dos equívocos é que o ano da fé não tem a ver, unicamente, com doutrinas ou com o ato de crer. Queremos que cada pessoa possa vivenciar e testemunhar a fé. A fidelidade é o viver dessa fé”, destacou. Dom Sergio lembrou, ainda, dois instrumentos que considera necessários para a vivência da fé e que estão sendo oferecidos como proposta da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB: a nova versão do catecismo da Igreja Católica que celebra 20 anos de sua publicação e o resgate da Nova Evangelização, como caminho indicado pelo Sínodo dos Bispos.

Assim, o Ano da Fé está em comunhão com essas duas vertentes, e segundo o arcebispo, “está animando e motivando” a vivência da fé. “É importante ter presente que o ato de crer está no conjunto da vida, deve passar pelo coração e se expressar em experiência vivencial e no testemunho”, concluiu Dom Sergio.

Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, falou sobre o lançamento da edição 2013 do subsídio “Hora da Família”, que contem sete roteiros para encontro de famílias, normalmente usado durante a Semana da Família que acontece no mês de agosto, mas que também pode ser uma ferramenta em qualquer época do ano. O subsídio contem ainda dez histórias de casais santos ou a caminho da santidade com processo aberto para beatificação. “São dez casais para dizer como a vida de família também se move durante o horizonte da santidade partilhada entre marido e mulher”, ressaltou o bispo.

O bispo explica que o tema ressalta a transmissão da fé por parte dos pais às suas crianças, uma vez que, geralmente, acumulam atividades profissionais que acabam absorvendo os momentos de lazer e diálogo que teriam com os filhos.  Desse modo, o subsídio traz o tema da educação da fé, que segundo dom Petrini, “deveria acontecer através de palavras e gestos”.

Dom Petrini destacou ainda o Manual de bioética para jovens que tem 2 milhões de edições e faz parte do material que os peregrinos vão receber durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece em julho no Rio de Janeiro.

coletiva15.04Além desses títulos, o bispo de Camaçari (BA) ressaltou também a publicação ‘Cristo nos ensina a amar’ com 30 perguntas e respostas relacionadas aos jovens. Dom Petrini destacou ainda as Associações de Famílias como grande recurso na construção da paz.

Também como ação concreta da comissão, Dom Petrini falou sobre o grande encontro de famílias no Santuário Nacional de Aparecida, que deve acontecer em maio.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Serviço, Justiça e Paz, dom Guilherme Welang falou sobre a Igreja e as questões agrárias.

O bispo afirmou que o novo documento da CNBB sobre questões relacionadas a este tema será colocado em votação novamente na Assembleia Geral de 2014.

Respondendo a perguntas de jornalistas, Dom Petrini afirmou que a nota emitida pelo Conselho Federal de Medicina sobre o posicionamento em apoio à possibilidade de aborto até 12 semanas de gestação ignora a criança em gestação.

“Entendemos que é necessário levar em consideração todos os fatores que envolvem essa situação. O direito à vida é inviolável”, ressaltou dom Petrini.

Igreja e as questões agrárias – Dom Guilherme explicou que o texto foi apresentado aos bispos na assembleia e que houve uma grande participação dos grupos de trabalho e muitas sugestões de emendas.

“É urgente um documento e uma manifestação sobre este tema, mas percebemos que não teríamos condições de acrescentar todas as sugestões de emendas feitas pelo nosso episcopado. Diante disso votamos para que o documento seja enviado ao bispos do Brasil posteriormente”, completou.

Dom Guilherme falou ainda sobre a complexidade das questões que envolvem a água, seca, e grandes obras hídricas. “A Comissão Pastoral da Terra avalia com seriedade as questões ligadas a água, onde nos deparamos com sérios problemas como a contaminação das águas, a privatização e as grandes hidrelétricas, problemas que atingem a pesca, a agricultura e o meio ambiente”, completou.

 

CNBB