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CF 2015: ‘Não pode dar frutos bons a planta que não é bem cultivada’

cf_2015“Os cristãos não desejam privilégios, mas têm o direito de participar da vida da sociedade. Os documentos do Concílio Vaticano II afirmam que os cristãos são chamados a servir. No servir, transformar. No servir, construir uma sociedade sempre mais fraterna, justa e solidária.”

Com a frase acima, o texto-base da Campanha da Fraternidade de 2015, no número 248, ressalta o serviço do cristão à sociedade. Da mesma forma, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, destaca que a relação “‘Igreja-Sociedade’ não acontece tanto em nível ‘de cúpula’, mas ‘na base’, através da atuação quotidiana dos leigos nos seus ambientes de vida e trabalho. Ali se faz muito necessária uma ação qualitativa dos cristãos leigos, com o seu testemunho, e para compartilharem com o seu ambiente os valores cristãos. A relação qualitativa da Igreja – e os leigos são membros da Igreja – com a sociedade deve suscitar fraternidade, solidariedade, justiça, respeito, dignidade e paz”.

Essa relação “na base”, ao menos na Arquidiocese de São Paulo, tem se estreitado e se tornado frequente. Muitos leigos católicos têm encontrado apoio da Igreja e participado ativamente dos conselhos de saúde, conselho tutelar, conselho participativo, entre outros. Para a coordenadora da Pastoral Fé e Política, Caci Amaral, a participação dos cristãos nos conselhos na cidade de São Paulo está “longe de ser considerada como maciça principalmente porque na maioria das vezes esta participação é uma resposta e vocação individual, que não vem acompanhada pelo conhecimento, envolvimento e apoio da comunidade”.

Porém, destaca Caci, é preciso que os cristãos ouçam o chamado que a Campanha da Fraternidade está fazendo “para uma conversão pessoal e comunitária, tendo em vista realizar o serviço da Igreja aos irmãos e irmãs, como profetas do bem comum, da justiça, da paz, da defesa da dignidade da pessoa humana e de todos os direitos para todos e todas”.

O Cardeal Scherer afirma ver com “bons olhos que haja um novo despertar da atuação dos cristãos leigos em diversos âmbitos da vida social”, além de desejar que essa participação “se intensifique, a partir das motivações do Evangelho e dos grandes princípios da Doutrina Social da Igreja”.

“É importante que os leigos façam uma boa experiência de vida cristã e cresçam na fé. Não pode dar frutos bons a planta que não é bem cultivada… Por outro lado, é necessário ir além de uma religiosidade individualista, onde se procura o bem para si sem se importar com os outros”, afirmou Dom Odilo, que acrescentou: “Isso significa envolver-se na promoção do bem comum, na superação dos sofrimentos e angústias das demais pessoas. A sintonia e a comunhão com os Pastores da Igreja é muito importante para que os cristãos leigos possam formar-se bem e desempenhar com fruto a sua grande missão no mundo”.

Para Caci, não há uma única receita para criar uma consciência sobre a importância da participação dos cristãos, não apenas na política, mas na vida pública da cidade. E esse questionamento deve ser feito pelas comunidades, pastorais, grupos de rua, movimentos e entidades, “tendo em vista a conversão quaresmal e a reflexão sobre a campanha da fraternidade, sempre considerando que toda ação pessoal ou omissão frente ao cotidiano da cidade é participação, ou não, na vida pública e, ao mesmo tempo, participação na política, que não acontece apenas quando depositamos o voto na urna, mas que se constrói no agir cotidiano, pessoal e comunitário”.

Edcarlos Bispo

Fonte: site da Arquidiocese de São Paulo



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