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Mensagem do pároco › 09/04/2017

Não tenhais medo!  É Páscoa!

DSC_4436 (2)Eis que a Páscoa do Senhor se aproxima! Na noite do Sábado Santo, na Vigília Pascal, ouviremos do Evangelho de São Mateus: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou como havia dito” (Mt 28,5-6). Para as mulheres, com o coração povoado de angústia e tristeza, uma voz lhes toca os ouvidos causando um misto de medo, pavor e alegria. Seus pés, agora, têm pressa e correm para dar a notícia aos demais discípulos. Quem tem dentro de si uma boa notícia, vive a experiência do transbordamento e precisa anunciar o que viu e escutou.

Páscoa quer dizer “passagem”. Por sua vida, paixão (sinônimo do sofrimento, da cruz, do compromisso assumido por Jesus até às consequências mais dramáticas), morte e ressurreição, Jesus fez a passagem da morte para a vida. Vida essa que ninguém mais lhe poderá tirar, porque o próprio Pai Lhe deu, ressuscitando-o dos mortos.

O cristão, pessoa de fé, é um anunciador, não do caos, mas da esperança e, principalmente, daquilo que ainda está por vir, isto é, o sonho de Deus para a humanidade e toda a criação, mas que ainda não se realizou plenamente. Isso nos faz lembrar a mensagem do livro  do Gênesis quando diz que o ser humano foi criado e colocado para habitar um jardim, lugar da justiça e paz, onde tudo parece estar envolto numa atmosfera de integridade, harmonia. Dos versículos da criação, observa-se que o homem, no ideal inicial, possui “três tipos de relação: com Deus, com a obra criada e com o seu próximo. A relação com Deus e com seu próximo se dá dentro do jardim, indicando que o jardim não é apenas o local do qual retira o seu alimento, mas é ambiente do encontro com Deus e da vivência da fraternidade (Gn 1,29-31). Por isso, ele precisa ser cultivado com o mesmo amor com que foi criado, para continuar frutificando; e deve ser guardado com cuidado, para que as relações entre as pessoas também sejam fecundas”.(Texto base da CF 2017, p. 75).

O sofrimento de Jesus ainda é uma constante em nossa sociedade. Ele se repete em cada criança que passa fome, sede e privações diversas. Sua paixão continua no Planeta Terra que, a cada dia, recebe toneladas de fumaça, produtos químicos que contaminam as águas e o próprio solo. O Papa Francisco nos convida, na encíclica Laudato Sí (Louvado Seja), a olharmos, mais uma vez, para Francisco de Assis: “A pobreza e a austeridade de São Francisco não eram simplesmente um ascetismo exterior, mas algo de mais radical: uma renúncia a fazer da realidade um mero objeto de uso e domínio”.

Vivamos essa Páscoa do Senhor como a nossa páscoa! Somos seres em constante transformação. Tem jeito para tudo. Nada está perdido! A morte, símbolo do pior mal que podia aniquilar o ser humano foi destruída pelo Autor da Vida.

Feliz Páscoa!

Frei Valdecir Schwambach, ofm