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Mensagem do pároco › 07/08/2017

Perdoar e ser perdoado

DSC_4436 (2)Dentre as festas franciscanas que estamos para celebrar, gostaríamos de destacar a que mais ricamente trata do perdão, da misericórdia e da paz: O Perdão de Assis, celebrado no dia 02 de agosto.

Impossível falar do Perdão de Assis sem nos lembrar de Francisco, pois foi ele quem pediu ao Papa Honório III o dom desse generoso perdão a todos que o suplicassem. Impossível não citar a Porciúncula, pequena capela no vale de Assis onde Francisco se encontrava em oração no ano de 1216 e segundo Bartolomeu de Pisa, Francisco, estando em profunda oração, viu, sobre o altar, o Cristo e à sua direita, sua Mãe Santíssima circundados de uma multidão de anjos. Perguntaram-lhe então o que desejava Francisco, e ele, de imediato, pediu que todos os que visitassem essa igreja em busca do perdão, obtivessem a remissão de todas as culpas.

Francisco pede o privilégio para que a Porciúncula se torne a casa do perdão. A misericórdia, sinônimo de perdão, é algo muito caro para o pensamento franciscano. Segundo a Ordem Franciscana, “No pensamento de São Francisco, a misericórdia é antes de tudo, um atributo de Deus e depois também, é uma qualidade necessária em nossas relações interpessoais”. A misericórdia é dom de Deus e esforço humano.

Ao pedir a Deus e posteriormente ao papa que concedesse que a Porciúncula se tornasse a casa do perdão, e posteriormente esse privilégio se estendeu a outras igrejas franciscanas, é como se Francisco dissesse que o perdão é algo necessário; ele acontece ou deveria acontecer e tem necessidade de lugar, de tempo e corações. O perdão, em outras palavras, é graça de Deus, mas é algo artesanalmente construído, no tempo e no espaço. Precisa do tempo, e precisa do espaço, onde você está, digerindo, reinterpretando e integrando as experiências.

Na admoestação 27 dos escritos de São Francisco, assim ele diz: “Onde há misericórdia e discernimento, aí não há superfluidade nem rigidez. Que nossas casas, sejam lares do perdão e do encontro.

Frei Valdecir Schwambach, ofm