
Queridos Paroquianos!
Paz e Bem!
Agosto é o mês das vocações. Mês que recordamos a importância de cada vocação para o mundo. Nenhuma vocação se sobrepõe a outra; todas são importantes, constroem e colaboram com o pedido feito pelo próprio Deus para que o ser humano cultive e cuide de toda a criação (Gn 1,28).
Para falar de Santa Clara, tomaremos alguns pensamentos do Papa Bento XVI, na audiência geral de 15 de setembro de 2010. Clara de Assis, nascida no ano de 1193, pertencia a uma família aristocrática e rica. Embora os seus parentes, como acontecia nessa época, começassem a programar para ela um matrimónio com uma personalidade importante, Clara, com 18 anos de idade, com um gesto audaz inspirado pelo profundo desejo de seguir Cristo e pela admiração que tinha por Francisco, deixou a casa paterna e, em companhia de uma das suas amigas, Bona de Guelfuccio, uniu-se secretamente aos frades menores na pequena igreja da Porciúncula. Era a tarde do Domingo de Ramos de 1211. Na comoção geral, foi levado a cabo um gesto profundamente simbólico: enquanto os seus companheiros seguravam nas mãos algumas tochas acesas, Francisco cortou-lhe os cabelos e Clara vestiu o rude hábito penitencial. A partir daquele momento, ela tornou-se a virgem esposa de Cristo, humilde e pobre, consagrando-se totalmente a Ele.
Principalmente no início da sua experiência religiosa, Clara encontrou em Francisco de Assis não apenas um mestre cujos ensinamentos devia seguir, mas inclusive um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. Com efeito, quando se encontram duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor a Deus, elas haurem da amizade recíproca um estímulo extremamente forte para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura.
No convento de São Damião, Clara praticou de maneira heroica as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade. Não obstante fosse a superiora, ela queria servir pessoalmente as irmãs enfermas, sujeitando-se inclusive a tarefas extremamente humildes: com efeito, a caridade ultrapassa qualquer resistência, e quem ama realiza todo o sacrifício com alegria.
Na bula de canonização, no ano de 1255, o Papa Alexandre IV escreveu: «Como é vivo o poder desta luz e como é forte a resplandecência desta fonte luminosa! Na realidade, esta luz mantinha-se fechada no escondimento da vida claustral, enquanto fora irradiava clarões luminosos; recolhia-se num mosteiro augusto, enquanto fora se difundia em toda a vastidão do mundo. Conservava-se dentro e propagava-se fora. Com efeito, Clara escondia-se, mas a sua vida era revelada a todos. Clara calava-se, mas a sua fama clamava”.
O mês de agosto em nossa paróquia marca o início da caminhada do catecumenato – catequese para adultos. Não se trata da preparação para uma celebração a ser realizada no final do ano de crisma, de primeira eucaristia ou de batismo. Trata-se de uma preparação para a vivência cristã na Igreja e na sociedade.
Ainda no final de junho, iniciamos a formação para coroinhas. Em torno de 10 crianças/adolescentes iniciaram a formação. Sem dúvidas, o serviço ao altar, que é um serviço à comunidade toda, é ocasião especial para um chamado de seguimento a Jesus, seguimento este que pode e deveria se prolongar a vida toda.
No dia 27 de agosto, um sábado, teremos nossa confraternização paroquial. Vamos juntos confraternizar e agradecer, porque novamente podemos nos encontrar. Sabemos que a pandemia ainda está aí, infelizmente, mas graças a Deus, com a ajuda das vacinas, já temos maior segurança para nos reunir e celebrar!
Um mês de bênçãos, saúde e amizade para todos!
Frei Valdecir Schwambach, OFM
Pároco