Frei Fidêncio Vanboemmel, ofm – missa das 11h30
Logo no início, uma pergunta ecoa forte — e não fica apenas no tempo dos apóstolos, mas chega até nós hoje:
“O que devemos fazer?”
É a pergunta que nasce quando a vida aperta. Quando surgem as dificuldades, as doenças, as incertezas… quando nos vemos diante de caminhos que não sabemos como percorrer. E é bonito perceber como essa pergunta não é evitada — ela é acolhida.
A resposta não vem como uma fórmula pronta, mas como um caminho:
seguir Jesus, o Bom Pastor.
E seguir Jesus implica movimento interior. Implica deixar algo para trás.
Talvez o egoísmo… talvez as prisões que carregamos dentro de nós… aquilo que nos impede de viver com mais liberdade.
É um chamado a recomeçar, a nos recriar como discípulos, a partir d’Ele.
Ao olhar para Cristo, especialmente como recorda São Pedro, somos convidados a algo exigente e profundo:
Jesus sofreu, foi injustiçado… e não respondeu com violência.
Ele confiou.
Ele entregou.
Ele permaneceu fiel.
E isso nos ensina muito sobre como viver as nossas próprias dores.
No coração da homilia, duas imagens se tornam muito fortes e muito próximas de nós:
Jesus, o Bom Pastor
Aquele que cuida, que se aproxima, que não abandona.
Se a ovelha está ferida, Ele a toma nos braços.
Se está cansada, Ele sustenta.
É um pastor que transmite paz, que conduz com ternura e que deseja para nós uma vida em abundância.
Jesus, a Porta
A porta é lugar de passagem: de entrada e de saída.
Ao entrar, encontramos segurança, acolhimento, proteção.
Ao sair, somos enviados em missão.
Passar por essa porta é deixar que a nossa vida passe por Cristo.
É viver com Ele, mas também sair com Ele ao encontro do mundo.
E, ao final, a pergunta é retomada — agora como convite pessoal para cada um de nós:
“E nós, o que devemos fazer?”
Que essa pergunta nos acompanhe ao longo da semana…
não como um peso, mas como um chamado a escutar, confiar e caminhar com o Bom Pastor.