Paróquia São Francisco de Assis

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Celebrações da Semana Santa em nossa Paróquia

Capa Páscoa

A Semana Santa está inserida no contexto das memórias litúrgicas em que a Igreja celebra e atualiza a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa e ainda segue festivamente por 8 dias consecutivos.

No Tríduo Pascal relembramos e revivemos os mistérios dos últimos dias do Senhor em nosso meio.

Na quinta-feira Santa vemos o Mestre dar testemunho de tudo aquilo que dizia, ensinando a lavarmos os pés uns dos outros. São nos pés sujos, descalços e pobres que se identificam os seus seguidores. Assim, na missa da Quinta-feira Santa, às 20h, presidida por Frei Fidêncio, e concelebrada por Frei Djalmo, Frei Eclydes, Frei Roberto, Frei José Zanchet e Frei Raimundo, iniciamos o Tríduo Pascal, relembrando também a entrega total de Jesus na sua doação eucarística, realização plena do mandamento do amor.

Frei Fidêncio, em sua homilia, nos fala sobre o gesto de  humildade do Filho de Deus,  lembrou que é “Jesus mesmo se levanta, tira a túnica, cinge-se com a toalha e, levando a água em uma bacia, começa a lavar os pés dos discípulos. O amor de Deus passa por este gesto de humildade do filho de Deus, que se humilhou desde o nascimento, humilde viveu, humilde se encarnou, humilde se fez presente no meio dos homens, e nos convoca também a vivermos na humildade do amor de Deus”.

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A seguir, o celebrante, repetindo os gestos de Jesus, tira a casula, e com a toalha e bacia lava os pés de 12 jovens e crianças que, simbolizando os discípulos de Jesus, permaneciam ainda com as mãos acorrentadas, representando aqueles que são oprimidos e escravizados pelo tráfico humano, lembrando o tema da Campanha da Fraternidade deste ano. Depois do lava-pés, os jovens romperam as correntes para mostrar que “É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1). Ao final da celebração, o Santíssimo foi trasladado para o Salão Santa Clara, onde permaneceu para a vigília e adoração até a meia noite.

Na sexta-feira Santa, dia em que a Igreja se curva sobre o mistério da cruz, a solene liturgia da Paixão do Senhor foi presidia por Frei Roberto, que recordou o significado da entrega e morte de Jesus na cruz, quando ele “vence o mal sofrendo males, vence o sofrimento sofrendo e vence a morte morrendo”. A cruz torna-se a expressão do Deus nos ama e que derrama sobre nós a sua misericórdia. Apontou ainda que “a morte de Cristo na cruz não é apologia ao sofrimento, mas revelação do mistério do amor de Deus por cada um de nós, quando Deus foi capaz de mudar sua própria essência, e o Deus que é amor se fez Paixão”.

100_9424_ss Na noite da sexta-feira, os jovens de nossa paróquia prepararam um original e tocante momento de oração, encenando a Via-sacra por meio de sombras e som. Ao final da apresentação, Frei Roberto explicou que “O movimento da Via-Sacra é o movimento da nossa via cotidiana. Como nas diversas estações do Calvário de Jesus, nós também, no nosso dia a dia, somos julgados e condenados, recebemos cruzes diversas, nos enfraquecemos e caímos durante nossa travessia, nos encontramos despojados de tudo, nos sentimos pregados na cruz, somos colocados diante da morte a todo momento, desejamos descer da cruz, e nossa vida é um caminhar em direção ao sepulcro… mas, na Via-Sacra de Jesus, percebemos também um equilíbrio entre sofrimento e consolação divina: em nossa Via-Sacra cotidiana, Deus sempre coloca Maria no caminho para nos socorrer, diversos Simão Cirineu para nos ajudar a carregar a nossa cruz, diversas Verônicas para enxugar nossas lágrimas de dor e diversas Santas Mulheres para nos consolarem! “

O Sábado Santo foi marcado por uma bela celebração da Vigília Pascal. O fogo novo foi preparado e abençoado próximo à porta da igreja e com ele foi aceso o Círio Pascal. A partir da chama deste fogo Santo, cada um dos presentes pode acender sua vela e adentrar na igreja, ainda na penumbra, tendo à frente a luz do Círio Pascal, representando Jesus Cristo, Luz do mundo, que dissipa as trevas e a escuridão. Acesas as luzes foi proclamado o “Exultat”, seguido da Liturgia da Palavra.

100_9472_A reflexão desta celebração teve como primeiro tema central a ida das mulheres ao sepulcro. Maria Madalena e a ‘outra Maria’ vão ao sepulcro de Jesus e encontram o anjo que desceu dos céus e lhes diz para que não tenham medo, que Jesus não está mais lá, mas ressuscitou como fora anunciado. Frei Raimundo explica que nesta noite também nós não devemos ter medo, mas nossos corações devem exultar, pois o Senhor está presente em nosso meio. As mulheres encontram Jesus no caminho e este lhe diz para anunciarem o que viam. Elas tinham medo, mas o anunciaram com grande alegria, pois tinham fé. A celebração desta noite também é a renovação da fé em Jesus Cristo, que se fez caminho para nós, através do amor-doação, do amor-paixão, do amor que passa pela morte e, nesta noite, através do amor-ressurreição. As duas mulheres acompanharam Jesus até o fim,  depositaram Nele toda a sua confiança, tornaram-se suas discípulas. Jesus as deixou, mas nem por isto elas deixaram de amar o Amor, que é o próprio Jesus, revelação máxima do amor de Deus por todos nós. As mulheres vão ao sepulcro e têm uma grande surpresa ao ver a pedra removida e o anjo anunciando que Jesus havia ressuscitado, e está aí o grande testemunho das mulheres: apesar de não entenderem bem o que estava acontecendo, elas não duvidaram e logo partiram apressadamente para serem as portadoras da Boa-Notícia.

100_9524_O segundo tema central da reflexão foi o “retornar à Galiléia”, a Galiléia que deve ser vista não apenas como local geográfico, mas, sobretudo, como lugar de aprendizagem, lugar do discipulado de Jesus Cristo, onde ele passou a maior parte de sua vida, lá ele escolheu os apóstolos, lá ensinou aos discípulos, lá viveu com seu pai e sua mãe. Por isso a Galiléia se torna ponto de partida para aprendermos de Jesus, agora Ressuscitado. “Precisamos voltar à Galiléia que temos dentro de cada um de nós. Nesta Galiléia queremos aprender de Jesus, percorrendo até Jerusalém, queremos conhecer e aprender, como apresentado nas leituras do Antigo Testamento, que tudo que Deus fez foi bom e, assim como Abraão nos lembra na leitura que ouvimos hoje, tenhamos a fé que nos faz tementes a Deus. Que a Galiléia seja para todos nós lugar de reconhecer que Jesus Cristo é o enviado, mensageiro do Pai, e a ressurreição de Jesus é o que alimenta e sustenta nossa esperança” disse Frei Raimundo.

Após entoada a Ladainha de Todos os Santos e bênção da água Batismal, toda a assembléia, com as velas acesas, pode renovar as promessas do Batismo. Ao final da celebração, todos puderam se saudar já na alegria da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Confira as fotos da Semana Santa:

Domingo de Ramos

Quinta-feira Santa: Ceia do Senhor e Lava-pés

Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão

Via-Sacra

Vídeo da Via-Sacra

Vigília Pascal

Domingo de Páscoa

 

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