Paróquia São Francisco de Assis

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Palavra do Paroco › 29/05/2019

Diálogo: caminho para a paz e para o encontro

Já estamos na metade do ano. Celebramos Santo Antônio, dia 13, e a Festa da natividade de São João Batista (24 de junho). Duas festas aqui mencionadas apenas para lembrar que por trás de toda festividade, há pessoas. Assim como na liturgia da Igreja, por trás de toda celebração, há o desejo do encontro, da celebração da vida, a festa é a confluência da vida de muita gente. A verdadeira festa só é possível se houver diálogo. E diálogo, muito mais do que palavras, é entendimento, comunhão, sintonia de propósitos.

Devemos ser construtores do diálogo. Francisco de Assis, ao ir ao encontro das pessoas, saudava-as com uma saudação de paz. “O Senhor te de a paz”. Desejar a paz é deixar que o outro seja o outro sem precisar que mude de seu lugar como se ele tivesse o dever de ver o mundo com os meus olhos. O diálogo vai nesta direção: tentar enxergar a realidade do outro a partir de sua realidade, sem querer mudá-lo.

Jesus aconselhava seus frades que ao irem pelo mundo não discutissem nem atacassem com palavras (cf. 2Tm 2,14) e nem julgassem os outros, mas que fossem mansos e pacíficos (Regra Bulada, III).

O diálogo e o respeito pelo outro são requisitos para que nossa sociedade possa alcançar um pouco mais de tolerância. O Papa Francisco recorda a missão de todas as religiões neste caminho: “É chegada a hora em que as religiões com coragem e audácia, ajudem a família humana a se reconciliar”.

À nós, que em junho celebramos Santo Antônio, trazemos aqui um pensamento que pode sintetizar tudo isso que estamos pretendendo dizer: “À heresia contrapunha e pregava as verdades com clareza. Aos vícios contrapunha e incentivava as virtudes. Poucas vezes citou os hereges e nisto tomou o exemplo em São Francisco, que não queria os frades polêmicos, mas frades de diálogo sereno e de profunda vivência pessoal das verdades da fé e das virtudes cristãs. Uma de suas primeiras biografias observa: ‘A sua oratória, em todas as circunstâncias, era sempre temperada com humor e delicadeza. Era gentil e severo ao mesmo tempo, e de tal maneira que suscitava nos ouvintes amor e temor’” (NEOTTI, Fr. Clarêncio. Santo Antônio. Simpatia de Deus e do povo, p. 82).

Bom diálogo e muita paz para todos e todas.

Frei Valdecir Schwambach, ofm

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