Paróquia São Francisco de Assis

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Palavra do Paroco › 30/10/2021

Esperança de Vida Eterna

 

 

Querido paroquiano (a),

Paz e Bem!

Deixamos registrado, ao iniciar este breve texto, nosso agradecimento em nome de toda Paróquia, a você que colaborou com a Festa de nosso Padroeiro, São Francisco de Assis, ocorrida do dia 30 de setembro a 04 de outubro. Apesar de ainda estarmos em tempo de pandemia, podemos dizer que a festa foi um sucesso. Foi possível que muitas pessoas participassem, sem colocar sua saúde em perigo. Obrigado a todas as voluntárias, colaboradores, doadores e cada um que de uma forma ou de outra, contribuiu, participou.

O mês de novembro é marcado pela liturgia da solenidade de todos os santos (dia 1º) e no dia 02, a comemoração de todos os fiéis defuntos. Na solenidade de todos os santos, celebramos, juntos

 com todos os santos canonizados, todos os justos de todas as raças e nações, cujos nomes estão inscritos no livro da vida (Ap 20, 12). É uma multidão incontável. Assoma-se, a essa multidão, assim cremos, muitos daqueles a quem amamos e que já estão juntos de Deus. A Igreja ainda peregrina, da qual fazemos parte todos nós, une-se à Igreja que já se encontra na presença do Cristo misericordioso, e louva o Deus de bondade. “Esperamos como salvador o Senhor Jesus Cristo; ele transformará o nosso corpo mortal num corpo glorioso como o seu” (Fl 3, 20-21).

A comemoração de todos os fiéis defuntos, nos motiva a uma reflexão sobre a finitude desta vida biológica, material e a infinitude que Deus quer nos dar em Jesus Cristo. O Missal Cotidiano, assim aborda sobre o sentido espiritual desta celebração: “A morte do cristão não é um momento no fim do seu caminho terreno, um ponto isolado do resto da vida. A vida terrena é preparação para a do céu, nela estamos como criancinhas no seio materno: nossa vida na terra é um período de formação, de luta, de primeiras opções. Ao morrer, o homem se encontrará diante de tudo o que constitui o objeto d

as suas aspirações mais profundas: encontrar-se-á diante de Cristo e será a opção definitiva, construída por todas as opções parciais desta terra. Cristo espera eternamente com os braços abertos; o homem que optou contra Cristo, será queimado eternamente por aquele mesmo amor que repeliu. O homem que se decide por Cristo encontrará no mesmo amor a plena e infinita alegria” (p. 1.786).

Amadurecemos quando meditamos sobre a finitude desta forma mortal de vida. Sem a aceitação de nossa dimensão mortal, poderemos continuar apegados à uma falsa sensação de onipotência nos faz imaginar sermos seres imortais, infalíveis… Como caminhantes no mundo, podemos refletir sobre aquilo que permanece.

Com a morte começa a vida para sempre, no coração do Deus amor. E se a morte é capaz de nos privar do dom da vida, o “amor tem poder para nos devolvê-la”, conforme afirma o bispo Balduíno de Cantuária.

No final de novembro, celebraremos o Batismo, a Primeira Eucaristia e Crisma dos jovens e adultos que estão se preparando para a celebração dos sacramentos. Sem dúvida, um momento forte de alegria. Eles não se preparam somente para este momento, pois o sacramento não se resume a uma data pré-agendada na secretaria da Paróquia. Estão se preparando, sim, para receberem, na força do Espírito Santo, e no amor da comunidade reunida, o impulso para a vivência mais próxima da comunidade de fé, pois a fé cristã é essencialmente comunitária; alimenta-se da Palavra e da Eucaristia e expressa-se num mundo plural, desafiador e que tem necessidade do testemunho da esperança e da luz de Cristo.

Abençoado mês de novembro!

Frei Valdecir Schwambach, ofm
Pároco

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