Paróquia São Francisco de Assis

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Palavra do Paroco › 06/10/2020

No mês do Santo de Assis

Estamos no mês de outubro de 2020, que marca o reinício de algo que no semestre anterior não pudemos realizar: as festividades de nossos santos queridos. Em junho, teríamos celebrado Santo Antônio, que, por causa da pandemia, não pôde ser celebrado. Outubro é o mês de nosso Santo Padroeiro, mas também o inspirador/fundador da Ordem Franciscana, entendida como a Ordem dos Frades Menores, Ordem das Irmãs Clarissas e a Ordem Franciscana Secular (e aqui na Paróquia temos vários membros da OFS). A partir da regra de vida deixada por Francisco, inúmeros congregações, masculinas e femininas, inspirados no seu teor de vida, espalham pelo mundo, sementes de fraternidade, de esperança e de paz.

O retorno de algumas atividades na igreja, certamente, proporciona conforto e retomada da confiança na vida para muitas pessoas. Tenho impressão, e creio não estar equivocado, esse tempo furtou de muitas pessoas a perspectiva da superação das dificuldades, como se estivéssemos diante de um mal intransponível ou que jamais teria fim. Ainda que vagarosamente, estamos chegando ao outro lado dessa margem, onde há mais sinais de confiança do que de medo.

Na data de 03 de outubro, o Papa lançou na cidade de Assis, sua nova Carta Encíclica Fratelli Tutti (Todos Irmãos). O título desta carta refere-se a uma palavra que o Papa carrega como um dos valores centrais de seu pontificado: a fraternidade que brota da busca por sermos irmãos uns dos outros. “E irmãos são os invisíveis que ele abraça em Lampedusa, os imigrantes, em sua primeira saída como Pontífice. Também Shimon Peres e Abu Mazen que apertam juntos a mão com o Papa em 2014 são um exemplo dessa fraternidade que tem a paz como meta. Até a Declaração de Abu Dhabi do ano passado, também neste caso um documento sobre a ‘fraternidade humana’ que, disse Francisco, ‘nasce da fé em Deus que é Pai de todos e Pai da paz’” (www.cnbb.org.br).

Os dois Franciscos, o de Assis e o de Roma estão sempre nos apontando que o melhor caminho, o caminho querido por Jesus Cristo, foi o da comunhão, o que integra, não o que divide, afastando a possibilidade da vida e da realização do outro. A pobreza e a humildade de Francisco de Assis consistem exatamente na capacidade de não ver no outro (humano) nem em qualquer criatura da natureza, uma propriedade, um bem do qual pudesse tirar alguma vantagem.

Numa de suas homilias, o Papa Francisco assim se expressava: “Quando tocamos em algo, deixamos as nossas impressões digitais. Quando tocamos as vidas das pessoas, deixamos nossa identidade. A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por causa de você. Seja fiel ao tocar os corações dos outros, seja uma inspiração. Nada é mais importante e digno de praticar do que ser um canal das bênçãos de deus. Nada na natureza vive para si mesmo. Os rios não bebem a sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Jesus não se sacrificou por si mesmo, mas por nós. Viver para os outros é uma regra da natureza. Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa quão difícil seja a situação em que você se encontra; continue fazendo o bem aos outros”.

Neste mês, rico de celebrações, de Francisco de Assis, de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 e de Frei Galvão no dia 25, desejo que a força da fé anime você e o faça perceber que não está sozinho, ao contrário, somos todos irmãos!

Frei Valdecir Schwambach, OFM
Pároco

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