Paróquia São Francisco de Assis

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O dizimista e a evangelização

DízimoEm sua carta aos Romanos, (cf Rm 10,14-17) Paulo apresenta o anúncio da Palavra de Jesus Cristo como fonte de fé. Em 1 Cor. 9,16, ele diz: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho”.

Devemos pensar como Paulo. Evangelizar deve ser prioridade em nossa vida. Proclamar a Boa Nova é ser fiel a Jesus Cristo. O anúncio é fonte de fé e salvação.

A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. A Igreja aumenta, cresce e se desenvolve pela santidade de seus fiéis (Catecismo da Igreja Católica – CIC 2044/45/46).

Os leigos que forem capazes de se formar para evangelizar, devem também preparar catequistas com uma formação bíblica, teológica, didática e comunicação social (cf CIC 906).

O dever de evangelizar do cristão inclui a responsabilidade de conscientizar a comunidade quanto a necessidade do dízimo na Igreja. O ponto inicial para o cumprimento deste dever é o estudo da Palavra de Deus, referente ao dízimo. Eis algumas passagens: Gn 14,20; 28,22; Ex 23,19; Lv 27,30-33; Dt 18,4; Ml 3,8-12; Pr 3,9-10; Gl 6, 6; 1 Cor 9,13.

Como segundo passo, proponho as leituras bíblicas como pressuposto da exigência do dízimo. Vejamos algumas passagens: Mt 6,24-31; 11,29; 23,23; Is 61,1; Lc 17,10; Pr 11,2; 15,33; At 2,42-47; Lc 17,6; Sl 27,13-14; 1 Cor 13,1-8; Eclo 2,7-9; 35, 6-13; 1,27;  31,22; 31,20; 19,4-10; Ef 6,10-13.

No domingo do dizimista, de comum acordo com o pároco, é recomendável ocupar o microfone e evangelizar sobre o dízimo. Muitos fiéis não são dizimistas porque não têm a consciência da necessidade do dízimo, ainda não se sentem corresponsáveis e não sabem onde é empregado.

Num terceiro momento, é necessário tentar viver o que aprendemos. Quem vive a pregação acompanhada de testemunho, produz mais efeito. Só podemos proclamar o que vivemos.

Como quarto item, precisamos pregar sobre o dízimo, em família, nos grupos paroquiais, aos fiéis, aos amigos, vizinhos, conhecidos, em todos os ambientes que frequentamos.

O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé, espaço ideal para catequizar sobre o dízimo. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã (CIC 1666). Um elemento viabilizador da Igreja doméstica é a partilha, chamada dízimo.

Pela graça do sacramento do Matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos (CIC 2225). A educação para a fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância, o que reclama uma consciência do dever de ser dizimista.

Os pais têm a missão de ensinar os filhos a orar, a partilhar e a descobrir sua vocação de filhos de Deus. A paróquia é a comunidade eucarística e o centro da vida litúrgica das famílias cristãs; ela é um lugar privilegiado da Catequese dos filhos e dos pais (CIC 2226). Os recursos de sustentação devem vir, sobretudo, da partilha do dízimo.

Evangelizar é caminho de santificação. É necessário despertar o ardor missionário que existe dentro de cada um de nós e a missão exige o dízimo.

Assim, caros dizimistas, vamos evangelizar! Vamos anunciar a Boa Notícia! Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós!

 

Marta Sampaio Lima Elia
Integrante da Pastoral do Dízimo
da Arquidiocese de São Paulo

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