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Notícias › 12/04/2013

Questão agrária é pauta de discussões no 3º dia de Assembleia

51ass_CNBB

Os bispos do Brasil participaram na manhã desta sexta-feira, 12 de abril, da Celebração Eucarística, às7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional.

A celebração deste terceiro dia da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças pelos bispos eméritos da Igreja no Brasil e foi presidida pelo cardeal dom Geraldo Magela Agnelo, arcebispo emérito da arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Em sua homilia, dom Geraldo Magela destacou o questionamento de Jesus para Filipe: ‘Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?’ Jesus disso para colocá-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. O Cardeal ressaltou que esta passagem lembra a pergunta de Moisés a Javé. “De fato, Jesus põe a disposição a sua intervenção”, afirmou.

Aos fiéis presentes no Santuário Nacional, dom Geraldo explicou que Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os e fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: ‘Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca’. “A nossa pequena obra vem multiplicada. O pão que Jesus oferece é sinal de eternidade. Deve-se a fé, a olhar o Pai através de Jesus. Na economia da salvação tudo tem valor. Reconhecemos em Jesus, o Messias. Como este pão partido e recolhido tornou-se uma coisa só, assim se recolha a tua Igreja nos confins da Terra”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão, dom Geraldo Magela Agnelo pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pelos bispos eméritos. “Te agradecemos Pai por habitar em nossos corações e pela nossa fé. Pedimos de modo particular pela nossa Igreja que vem da fraternidade. Que Maria, mãe de Jesus e nossa mãe esteja sempre conosco”, concluiu.

Coletiva de imprensa
Nesta sexta-feira, a terceira coletiva de imprensa da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tratou de questões agrárias e dos bispos eméritos.

Para as exposições foram convidados os bispo dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo Palmas (TO) e dom Enemesio Angelo Lazzaris, bispo de Balsas (MA).

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) agradeceu aos jornalistas pela cobertura do encontro e afirmou que nesta sexta-feira os bispos tiveram um encontro com o Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello. Dom Geraldo destacou o relacionamento sólido que vem ocorrendo entre o Brasil e a Santa Sé (Roma).

dom_geraldo_lyrio“Hoje tivemos um encontro com o núncio apostólico. Ele tem um duplo papel, sendo o representante do Papa junto a Santa Sé e a Igreja no Brasil e, como embaixador no país. Foi um momento muito agradável”, destacou o arcebispo. Na ocasião, dom Geraldo sublinhou o aspecto de colaboração entre a CNBB e a Nunciatura Apostólica, que tem sede em Brasília. “Ela torna-se intermediaria entre as questões da CNBB e Santa Sé e com o Governo Brasileiro”. Segundo dom Geraldo não existem privilégios, mas uma organização do Governo com a Igreja Católica. O arcebispo lembrou, ainda, que o acordo não traz elementos novos, mas uma sistematização entre a relação do Estado Brasileiro com a Igreja Católica. Não sendo, este, um privilégio do catolicismo; mas qualquer religião pode se organizar e estabelecer seus relacionamentos com o país.

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo Palmas (TO) afirmou que no Brasil existem atualmente 160 bispos eméritos e destacou a importante colaboração de cada um deles para a Igreja no Brasil. “Para valorizar ainda mais o trabalho e a vida dos bispos eméritos foi criada uma comissão especial e hoje celebramos uma missa em Ação de Graças”.

Dom Enemesio Angelo Lazzaris, bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral para Terra (CPT) chamou a atenção para as questões da reforma agrária.

Hoje foi lançado ao plenário da 51ª Assembleia Geral dos Bispos o texto das questões agrárias para se tornar um Documento Azul (coleção de documentos da CNBB). Dom Enemesio  destacou que este documento é uma continuação dos documentos já lançados pela CNBB. “É uma atualização de um trabalho da Igreja, de 1980, intitulado “Igreja e os problemas da terra”. Atualmente existe também o Documento 99 de Estudos da CNBB, que trata da “Igreja e questões agrárias no início do século XXI”, aprovado no ano de 2010”.

O bispo de Palmas afirmou que a Igreja sempre esteve presente na luta a respeito das questões agrárias, nas lutas em favor da agricultura familiar, dos oprimidos, seja no campo, no trabalho escravo, com indígenas ou quilombolas”, ressaltou.

 

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