
A Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino, celebrou na noite de 11 de agosto a Solenidade de Santa Clara de Assis com uma Missa Solene presidida pelo pároco, Frei Florival Mariano de Toledo. A celebração reuniu fiéis, representantes das pastorais e movimentos, além de membros da Ordem Franciscana Secular (OFS).
A reflexão de Frei Florival partiu do convite de Jesus, recordado no Evangelho do dia, “Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto” (Jo 15,5). Para o frade, a vida da santa de Assis ajuda a compreender que a fé não consiste apenas em professar uma crença, mas em permanecer unidos a Cristo e permitir que essa relação transforme a própria vida.
Para o pároco, a escolha de Clara pela vida contemplativa revela uma forma profunda de permanecer em Cristo. Conforme explicou, a contemplação não significa estar afastado do mundo, mas dedicar a vida àquilo que é essencial.
“Podemos ter a impressão de que elas estão fora do mundo, mas quem está fora do mundo é quem perde a visão de Cristo Jesus, quem perde a visão do amor pleno, confiante, todos os dias da vida”, afirmou.
Uma vida voltada para o essencial
Frei Florival recordou que Santa Clara viveu em uma sociedade marcada por riquezas e privilégios, mas escolheu outro caminho: uma vida de pobreza, obediência, oração e dedicação a Cristo.
“Passados mais de 800 anos, não nos cansamos de ouvir uma história tão distante da nossa, mas tão próxima do nosso coração”, destacou.
Ao falar sobre sua experiência em Assis, o pároco recordou especialmente o Convento de São Damião, lugar onde Santa Clara viveu por décadas. O silêncio daquele espaço, segundo ele, permite contemplar a força de uma mulher que continua iluminando a vida da Igreja muitos séculos depois.

Segundo o frade, Santa Clara soube permanecer “naquilo que é mais essencial, que é a fonte da vida, Jesus Cristo”. A partir dessa opção, sua vida tornou-se fecunda. Sua oração, sua obediência e seu serviço fizeram de Clara uma referência que ultrapassou seu próprio tempo. O testemunho da santa continua presente na Igreja, inclusive por meio das clarissas, que mantêm viva sua vocação contemplativa.
Frutos que permanecem
Ao concluir a reflexão, Frei Florival voltou ao chamado do Evangelho para que cada cristão seja fecundo. Segundo ele, esses frutos se manifestam na maneira de falar, pensar, agir e viver, quando nossas escolhas correspondem àquilo que vem de Deus.
Ao final da celebração, foram distribuídos pães bentos e todos foram convidados para um momento de confraternização e partilha no salão paroquial.
Texto: Érika Augusto | Fotos: Sergio Antônio Colangelo (Pascom)